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Segunda edição do evento teve 113 inscritos de mais de 40 veículos de comunicação da cidade.

Profissionais da imprensa local foram reconhecidos durante a cerimônia de premiação da segunda edição do Prêmio Águas de Manaus de Jornalismo Ambiental, que teve como tema “Saneamento: o futuro em pauta hoje”. O evento reuniu profissionais de diversos veículos de comunicação da capital amazonense, em uma noite com a entrega de 20 prêmios em oito categorias. Aproximadamente 500 pessoas participaram do evento, no Salão Nobre do SESI Clube do Trabalhador, na zona leste da cidade.

Ao todo, 113 materiais jornalísticos foram inscritos, o que representa um salto de mais de 60% em relação à primeira edição do prêmio. Mais de 40 veículos de imprensa participaram desta edição. “Foi um nível altíssimo e a quantidade de inscritos mostra que o saneamento básico é um tema que merece essa atenção especial por parte da imprensa. Esse momento é de agradecer também a eles pela dedicação e pelo empenho que colocaram nestes materiais”, comenta o diretor-presidente da Águas de Manaus, Diego Dal Magro.

A novidade neste ano foi a inclusão da categoria Repórter Cinematográfico. Quem levou o primeiro lugar foi o cinegrafista Rômulo da Silva Reis com o trabalho “Água Que Transforma Vidas”, exibido pela TV Norte. 

Ganhadores da categoria “Repórter Cinematográfico”

“Estou muito emocionado por ter ganhado esse prêmio. Fui convidado pela Mariana Rocha para fazer uma matéria especial. Chegando lá, eu vi a possibilidade de fazer imagens que tocassem os telespectadores sobre a importância do saneamento e de como as vidas das pessoas mudam com a chegada dele. Trabalho como repórter cinematográfico há 20 anos e hoje, ser reconhecido, é motivo de muita alegria”, diz Rômulo.

Foram entregues premiações em mais sete categorias: Universitário, Impresso, Fotojornalismo, Telejornalismo, Webjornalismo, Radiojornalismo e o Grande Prêmio de Jornalismo – este último, para a reportagem que alcançou a maior pontuação entre todos os inscritos.

Nesta edição, o Grande Prêmio foi para Catiane Moura, da Rede Amazônica, pela reportagem “Desperdício de Água – Impactos e Conscientização”. O reconhecimento emocionou a jornalista e a sua equipe. O material também foi premiado na categoria Telejornalismo. 

Equipe da Rede Amazônica, que venceu as categorias Telejornalismo e Grande Prêmio

“Eu estava afastada da TV há dois anos. Quando retornei para a Rede Amazônica, recebi essa missão: falar sobre o desperdício da água. Durante a apuração, descobrimos que Manaus tinha reduzido esse índice. A partir daí, procuramos a concessionária e descobrimos sobre os investimentos, todos os processos para captar a água, tratar e levar até as casas das pessoas e conhecemos pessoas com histórias que precisavam ser contadas. Em televisão, a gente trabalha com muitas pessoas e todos ganharam esse prêmio. Agora é só comemorar!”, afirma Catiane.

Diretamente da Colômbia, onde está trabalhando, o jornalista Lucas Vasconcelos, do jornal A Crítica, celebrou bastante o prêmio na categoria Impresso. 

“Foi incrível receber a notícia do primeiro lugar. Infelizmente não pude estar presente para receber o prêmio, mas vibrei da mesma forma como se estivesse. Importante destacar que essa reportagem só nasceu graças à luta incansável dos líderes comunitários em manter viva as poucas nascentes com água potável que existem em Manaus. Uma cidade que antes era banhada por igarapés que hoje já estão praticamente extintos. As nascentes do Mindu precisam ser cuidados e preservadas pois fazem parte do patrimônio da nossa cidade”, sintetiza Lucas.

No palco, ele foi representado por Márcio Ricardo Carmim da Silva, fotógrafo que o acompanhou na pauta. Ele também foi premiado e ficou em primeiro lugar na categoria Fotojornalismo.

Ganhadores da categoria Jornalismo Impresso

“Eu tive a ideia de ir até o Mindu para fazer uma matéria. Chamei o Lucas, mas não sabíamos ainda o que iríamos encontrar. Procuramos um especialista que nos levou na nascente do Mindu, onde a água é limpa. Lá durante a apuração, o pesquisador tirou a folha e fez a ‘copo’ para tomar e demonstrar como aquela água é limpa. Na hora fiz o click. Foi um trabalho de parceria entre eu e o repórter e o resultado foi esse. Estou muito feliz”, Márcio.

Case Beco Nonato

Durante a festa, as ações da Águas de Manaus para levar saneamento básico a comunidades vulneráveis foram destacadas. O projeto simbólico do Beco Nonato (primeira área de palafitas a receber água e ter acesso ao esgotamento sanitário) ganhou uma homenagem logo na entrada da festa, com uma reprodução feita pelos artistas Antônio Paulo Rodrigues de Souza, Sincler Dias de Souza e Adilson Bittencourt de Araújo. 

Beco Nonato, a primeira área de palafitas que recebeu saneamento, em Manaus

“É um trabalho que muito nos orgulha e que também apareceu em várias reportagens que estavam inscritas. Reconhecer os jornalistas é algo que temos muita felicidade de fazer. Esses profissionais ajudam a tirar dúvidas, explicam e, com muita credibilidade, conseguem traduzir informações que muitas vezes são mais técnicas”, destaca Celso Paschoal, diretor executivo da Águas de Manaus.

Veja a lista de vencedores:

Categoria Universitário – Camila Barbosa Oliveira, Francisco Gomes e Sofia Castro, da Universidade Federal do Amazonas (Ufam), com a reportagem Águas subterrâneas de Manaus: contaminação silenciosa (publicada no portal LabF5)

Categoria Fotojornalismo

1º lugar: Márcio Ricardo Carmin da Silva – Nascentes lutam para sobreviver (jornal A Crítica)

2º lugar: Raphael Alves – Baixa vazão histórica do principal afluente do Amazonas (Agência EFE)

3º lugar: Sérgio Ricardo de Oliveira – Desafio entre preservação e desenvolvimento econômico no Rio Tarumã-Açu em Manaus (Revista Cenarium)

Categoria Webjornalismo:

1º lugar: Ana Kelly Franco de Figueiredo, Muniz Neto e Marcos Sérgio Jr. – Igarapés de Manaus: Gotas de esperança resistem a rios de descaso (Portal Norte)

2º lugar: Eliena Monteiro de Jesus – Rio Negro fornece mais de 700 milhões de litros de água por dia para Manaus (portal g1 Amazonas)

3º lugar: Isabelle Almeida Lima – Saneamento para o futuro: conheça o primeiro beco de palafitas a receber esgotamento sanitário em Manaus (portal Amazônia)

Categoria Áudio:

1º lugar: Bruno Elander Cavalcante Paulo – Ciência une saneamento e respeito ao meio ambiente (Rádio Rio Mar)

2º lugar: Cindy Patricia Lopes da Silva – Manaus desperdiça mais da metade da água potável captada pelo sistema de saneamento (rádio BandNews Difusora)

3º lugar: Guilherme Guedes de Lima – Avanço nos serviços de coleta e tratamento de água e impactos sociais em meio à seca (Rádio Norte)

Categoria Impresso:

1º lugar: Lucas Alves de Vasconcelos Neto – Nascente do Mindu luta pela sobrevivência (jornal A Crítica)

2º lugar: Jonathan Ferreira Bernardo
Saneamento básico garante saúde e renda (jornal Em Tempo)

3º lugar: Simone de Souza Lima
Seca expõe risco com lixo e saneamento (jornal Diário do Amazonas)

Categoria Repórter Cinematográfico

1º lugar: Rômulo da Silva Reis
Água que Transforma Vidas (TV Norte)

2º lugar: Pedro Afonso Gadelha de Assis
Pesquisa em igarapé analisa qualidade da água e contribuiu para preservação (TV A Crítica)

3º lugar: Charles Pessoa
Realidades opostas do saneamento em Manaus (TV Record)

Categoria Telejornalismo

1º lugar: Catiane da Silva Moura, Henri Clay, Mayane Holanda, Monalissa Gonçalves e Mateus Sena – Desperdício de água: impactos e conscientização (Rede Amazônica)

2º lugar: João Luiz Rodrigues Onety, Lia dos Santos, João Floriano, Charles Pessoa, Irailton Vilaça, Carlos William, Laís Ferreira e Camila Seixas – Realidades opostas do saneamento em Manaus (TV Record Manaus)

3º lugar: Luan Herman, Mariana Rocha, Alexandre Salles, Rômulo Reis, Jayana Furukawa, Leandro Santos – Água que transforma vidas (TV Norte)

GRANDE PRÊMIO DE JORNALISMO

Catiane da Silva Moura
Desperdício de água – impactos e conscientização (Rede Amazônica)

Equipe:
Catiane Moura – Repórter
Henri Clay – Repórter Cinematográfico
Mayane Holanda – Editora de texto
Monalisa Gonçalves – Editora de vídeo
Mateus Sena – Produtor

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