Dia da Amazônia destaca o desafio de levar saneamento para a cidade que cresceu às margens dos igarapés

Postado por [email protected] em 04/set/2026 -

Em Manaus, a expansão do saneamento, com soluções adaptadas e tarifas sociais, mostra que cuidar da Amazônia também é garantir serviços essenciais à população.

 

A Amazônia costuma ser lembrada pela imensidão da floresta, pelos rios e pela biodiversidade. Mas existe uma realidade amazônica que chama a atenção dentro das cidades. Em Manaus, por exemplo, milhares de pessoas vivem entre igarapés, em palafitas e rip-raps, em uma paisagem urbana que cresceu rapidamente ao longo das últimas décadas. Para essa população, preservar esse patrimônio natural também significa ter acesso à água tratada diretamente nas torneiras e ao esgoto coletado e tratado. No Dia da Amazônia, celebrado em 5 de setembro, essa relação ganha ainda mais importância.

Desde 2018, a Águas de Manaus já investiu mais de R$ 2,4 bilhões na capital, ampliando a rede de abastecimento, modernizando sistemas e levando os serviços para mais de 200 mil pessoas que vivem em regiões que, durante anos, conviveram com dificuldades de acesso. São comunidades que cresceram em locais de difícil acesso, regiões próximas aos igarapés, becos estreitos e territórios onde a ausência histórica de infraestrutura urbana tornou a chegada do saneamento ainda mais complexa.

Um desses locais é o Educandos, bairro da zona Centro-Sul que é diretamente impactado pela subida e pela descida dos rios. Lá, mais de 1,5 mil famílias viveram por muitos anos sem acesso à água tratada.

“Por muitos anos, sofremos para ter acesso à água. Quando a Águas de Manaus chegou à cidade, fez questão de entender as nossas dificuldades e criou estratégias para garantir o abastecimento. Por mais que o acesso às palafitas seja difícil, hoje cada casa tem uma tubulação que leva água tratada até a torneira de cada morador. Quando se cuida das pessoas que moram aqui, também se está cuidando de todo o ecossistema”, ressalta Gil Eanes, morador do bairro Educandos há mais de 60 anos.

Após esse trabalho de mapeamento e expansão do sistema, Manaus alcançou, em 2023, a universalização do acesso à água tratada, um marco que transformou a realidade de milhares de famílias. Hoje, a meta é acompanhar o crescimento da cidade, por meio do programa +Águas, que leva o serviço para comunidades que passaram por regulação fundiária. Nos próximos três anos, mais de 180 mil pessoas serão atendidas pelo programa.

Além da ampliação do sistema de água, a Águas de Manaus também atua para que outro serviço essencial alcance cada vez mais pessoas: o esgotamento sanitário. Hoje, mais de 40% da cidade já possui acesso ao serviço, inclusive comunidades situadas às margens dos igarapés que cortam Manaus.

Localizado no bairro Redenção, zona Oeste da cidade, o Beco São Vicente já começou a receber uma estrutura de esgotamento sanitário adaptada para áreas conhecidas como “rip-raps”, que é o nome dado às estruturas de contenção construídas nas margens dos igarapés para reduzir processos de erosão. Na capital amazonense, o termo também identifica as comunidades formadas ao redor dessas áreas, geralmente marcadas por relevo acidentado, becos estreitos e desafios de acesso à infraestrutura urbana, como é o caso do Beco São Vicente.

A população que vive na região já reconhece a importância da chegada dos serviços de água e esgoto e percebe as transformações pelas quais o local vem passando. A artesã Lilian Gonçalves de Moraes, moradora do bairro Redenção há 40 anos, participa de um projeto no Beco São Vicente e acompanha, no dia a dia, as melhorias que a região vem recebendo.

“Antes, aqui era um emaranhado de canos. Depois que chegou a água regularizada, ficou melhor e não tivemos mais problemas para ter água limpa em casa. Agora, com a chegada do saneamento e dos tubos de esgoto, melhorou mais ainda. Diminuiu o mau cheiro e a presença de bichos. Agora esperamos que essa estrutura também chegue aos outros becos e que as pessoas entendam a importância de se conectar para contribuir com a melhoria dos igarapés. Todos nós somos responsáveis por essa mudança, desde o uso correto da água e o descarte adequado do esgoto até o cuidado para não jogar lixo nos igarapés”, frisa a moradora.

A adaptação às diferentes realidades de Manaus também passa pela garantia de que os serviços sejam financeiramente acessíveis às famílias. Em áreas de vulnerabilidade social, a concessionária mantém programas de tarifas sociais que oferecem descontos de 50% no valor da fatura de água e esgoto, além de condições diferenciadas, como a Tarifa 10, na qual o morador paga um valor fixo de R$ 10 pelos serviços. As iniciativas permitem que mais pessoas tenham acesso regular à água tratada e ao saneamento.

“Vivemos na Amazônia, e cuidar das pessoas, oferecendo dignidade e saúde por meio do saneamento, também é cuidar desse patrimônio mundial. Universalizar o saneamento significa olhar para a realidade de cada família e entender que o acesso aos serviços também precisa ser financeiramente possível. Por isso, além de ampliar as redes e levar água e esgoto para áreas de maior vulnerabilidade, trabalhamos para oferecer condições diferenciadas, como as tarifas sociais. Hoje, mais de 40% da população atendida pela Águas de Manaus já está inserida nesses programas, o que mostra a importância dessas iniciativas para promover uma cidade cada vez mais inclusiva”, destaca o diretor-presidente da Águas de Manaus, Pedro Augusto Freitas.

Manaus: região mais rica em água do planeta enfrenta risco crítico de escassez até 2040, aponta estudo

Postado por [email protected] em 03/set/2026 -

Estudo do Trata Brasil aponta aumento da pressão sobre os recursos hídricos em Manaus e alerta para o papel da indústria na ampliação da adesão ao sistema público de abastecimento.

 

Mesmo localizada na região amazônica, onde está a maior bacia hidrográfica do mundo, Manaus enfrenta riscos para a segurança hídrica nos próximos anos. Os impactos das mudanças climáticas e o uso indiscriminado de poços subterrâneos podem levar a capital do Amazonas a atingir níveis críticos de abastecimento até 2040.

É o que indica o estudo inédito “O desafio da segurança hídrica na região de Manaus e políticas de sustentabilidade”, produzido pelo Instituto Trata Brasil, em parceria com a GO Associados. A pesquisa foi apresentada na manhã desta quinta-feira (03), durante evento na Fundação Getulio Vargas (FGV), em São Paulo.

Luana Pretto (Instituto Trata Brasil), Gesner Oliveira (CEISAFGV), Régia Moreira (CIEAM) e Pedro Augusto de Freitas (Águas de Manaus)

Entre os principais pontos destacados pelo estudo está a necessidade de diversificar a matriz hídrica para reduzir os impactos da estiagem e do alto consumo de águas subterrâneas no abastecimento da capital do Amazonas. A estimativa é de que haja mais de 27 mil poços em operação na cidade, enquanto apenas 5 mil estão registrados pelos órgãos de controle.

De acordo com o estudo, a adesão à rede pública de abastecimento é uma alternativa para reduzir a dependência dos poços. Nesse contexto, a indústria tem um papel fundamental, uma vez que parte do setor ainda utiliza água de captação subterrânea para operar.

A pesquisa aponta que a adesão das indústrias ao sistema público de abastecimento tende a reduzir os custos fixos do sistema, viabilizando o subsídio cruzado que garante tarifas mais baixas às categorias residencial, social e vulnerável, com benefícios para a população em geral.

Para Luana Pretto, presidente executiva do Instituto Trata Brasil, o desafio da água está diretamente ligado ao planejamento. “Segurança hídrica se constrói com planejamento e mitigação de risco, e o caso de Manaus mostra isso com clareza. A cidade depende fortemente do Rio Negro, mas também recorre a poços que muitas vezes operam sem outorga e sem controle adequado. Investir hoje em reúso, uso racional e controlado dos poços, monitoramento e proteção de mananciais reduz riscos para a população e para as empresas. É assim que o país avança rumo à universalização do saneamento, com responsabilidade e visão integrada”, destaca.

O diretor-presidente da Águas de Manaus, concessionária que atua na capital, Pedro Freitas, entende que a região vive um momento decisivo para o evitar os riscos de desabastecimentos a médio prazo. Ele participou do debate sobre o estudo em São Paulo. “Estamos empenhados em mobilizar os mais diversos setores nesse tema porque sabemos que o saneamento é um desafio coletivo. Isso passa por ampliar a conscientização sobre a diversificação da matriz hídrica de Manaus, avançar no combate às perdas e preservar as nossas fontes naturais de água”, afirma.

Pedro Augusto de Freitas, diretor-presidente da Águas de Manaus

Para ele, o papel da indústria é fundamental para ampliar a adesão ao serviço público de abastecimento e garantir a sustentabilidade do sistema. “Os setores públicos e privados, assim como a população, podem contribuir para ampliar o acesso à água com qualidade e segurança ao aderirem ao sistema. Este estudo demonstra, em especial, como a adesão do setor industrial à rede de abastecimento pode gerar uma cadeia de benefícios, incentivando outros segmentos a também se conectarem à rede e promovendo um uso mais sustentável dos recursos hídricos”, defende.

Em quarenta dias, concessionária aplica 3 mil toneladas de asfalto em mais de 1,5 mil ruas de Manaus

Postado por [email protected] em 28/jul/2026 -

Mutirão realizado desde junho já recuperou vias de mais de 60 bairros da capital amazonense.

Em quarenta dias, o mutirão de asfaltamento da Águas de Manaus recuperou trechos de mais de 1,5 mil ruas em aproximadamente 60 bairros da capital amazonense. A força-tarefa reforça o compromisso da concessionária com a recomposição da infraestrutura urbana após intervenções nas redes de saneamento. Mais de 3 mil toneladas de asfalto já foram aplicadas desde o início dos trabalhos, no dia 17 de junho.

O mutirão ocorre em duas frentes. A primeira é voltada à recomposição do pavimento em áreas onde a concessionária executou obras de implantação da rede de esgoto. Nesses trechos, as equipes já realizaram a recomposição asfáltica de mais de 72,6 mil metros de vias, garantindo a devolução das vias em condições adequadas para a população.

A segunda frente atende locais que passaram por manutenções emergenciais nos sistemas de abastecimento de água e esgotamento sanitário, permitindo que os reparos sejam concluídos com a recuperação do asfalto.

Além do retrabalho em áreas de expansão do serviço de esgoto, a força-tarefa também atua na recomposição asfáltica de trechos onde foram realizadas manutenções emergenciais, como reparo de vazamentos de água e desobstrução de rede de esgoto. A operação mobiliza mais de 100 colaboradores, que atuam diariamente para acelerar a recuperação do pavimento em diferentes zonas da cidade.

“Contamos com asfalto produzido em usina própria, o que garante mais controle sobre o material utilizado e mais agilidade nas recomposições. Diariamente, sai da nossa usina cerca de 130 toneladas de asfalto. Reforçamos também que, caso seja necessário, retornaremos ao local para refazer o serviço. Se a população identificar qualquer ponto que necessite de correção, podem informar pelos nossos canais de atendimento”, destaca Wendel Sousa, gerente de Serviços da Águas de Manaus.

Qualquer situação relacionada ao tema deve ser informada imediatamente à concessionária pelos canais de atendimento: 0800 092 0195 (WhatsApp e SAC) e www.aguasdemanaus.com.br

Mutirão de asfaltamento: veja lista de áreas atendidas

Postado por [email protected] em 13/jul/2026 -

A Águas de Manaus realiza uma força-tarefa de recuperação asfáltica em ruas da capital. As equipes da concessionária fazem uma varredura em diferentes regiões da cidade para recompor o pavimento em locais que receberam obras de implantação de redes de esgoto ou passaram por manutenções emergenciais. 

Veja o cronograma de áreas que serão atendidas no dia:

Com foco na população vulnerável, Manaus avança e garante saneamento a quem esperou décadas pelo básico

Postado por [email protected] em 19/maio/2026 -

Investimentos superiores a 2 bilhões no sistema alcançam impactos positivos em uma das cidades que mais se expandiu no país.

A rotina de mais de mil moradores da comunidade indígena urbana Fortaleza Kokama, no bairro Santa Etelvina, zona Norte de Manaus, mudou radicalmente no mês de abril deste ano. Formada por famílias de seis etnias diferentes, a comunidade passou a contar com um serviço essencial, básico, mas que ainda parecia distante da realidade dos moradores desde a sua criação: água tratada. As ligações improvisadas e as dificuldades diárias para ter água em atividades básicas deram lugar a um cenário mais digno e saudável, como descreve a cacique Geisiany Pimenta.

“Nós mesmos fazíamos as ligações, mas como era um material frágil, sempre quebrava e a água acabava sendo poluída. As pessoas não tinham sequer um chuveiro, porque a água precisava ser armazenada em baldes. Hoje, temos água limpa 24 horas por dia. Podemos tomar banho de chuveiro, abrir uma torneira para lavar louça, fazer comida. Isso tudo é dignidade para nossa gente.”

Cacique Geisiany Pimenta, moradora da comunidade Kokama

 A situação enfrentada por anos pela comunidade Kokama pode parecer contraditória quando se observa que Manaus é uma metrópole no coração da Amazônia, cercada de recursos naturais e detentora do quinto maior PIB entre as capitais estaduais brasileiras, segundo o IBGE. No entanto, a forma como a cidade se expandiu desde a criação da Zona Franca de Manaus, em 1967, explica por que o “básico” ainda não chegou a todos os cantos da capital amazonense. A cidade saltou de cerca de 300 mil moradores nos anos 1960 para mais de 2,3 milhões atualmente. É uma das expansões urbanas mais aceleradas do país. Segundo o Censo 2022 do IBGE, Manaus foi a grande capital brasileira que mais cresceu populacionalmente entre 2010 e 2022, com aumento de 14,5% no período. Essa expansão trouxe progresso e riqueza, mas também gerou desafios: dados do IBGE também indicam que mais de 55% da população vive em áreas vulneráveis, cenário que ampliou o esforço necessário para garantir acesso universal ao saneamento básico.

 Este processo vem sendo enfrentado desde junho de 2018, quando a concessionária Águas de Manaus, uma empresa Aegea, assumiu os serviços de água e esgoto da capital. A população vulnerável tornou-se foco central da companhia, e uma série de programas foi implantada para garantir água e esgoto tratados e tarifas adequadas à realidade de cada comunidade, beco, rip-rap ou palafita atendida.

Estrutura de esgoto em área de palafitas

Mais de R$ 2,3 bilhões foram investidos pela concessionária no saneamento da cidade em quase oito anos de atuação. Somente em áreas vulneráveis, mais de 200 mil moradores passaram a ter acesso à água tratada no período. A concessionária foi bairro a bairro, mapeando áreas desabastecidas e desenvolvendo soluções geograficamente adaptadas para levar água 24 horas por dia, com a pressão correta, a becos, palafitas, escadões, margens de igarapés e cenários similares.

 Em 2023, Manaus alcançou a universalização do abastecimento de água. A dona de casa Noemea Maia, mora na comunidade João Paulo, no Jorge Teixeira, e acompanhou essa mudança de perto. “Antes, a vida era muito difícil. A gente sabia que a água da cacimba não era boa, mas era o que tinha. Minhas filhas chegaram a faltar aula porque estavam doentes, e eu sabia que era por causa da qualidade da água. Desde que a água encanada chegou, nossa vida melhorou em todos os aspectos”, afirma.

Noemea Maia, moradora da comunidade João Paulo, no Jorge Teixeira

Os resultados já apresentam impactos positivos na saúde. Dados da Fundação de Vigilância em Saúde Dra. Rosemary Costa Pinto (FVS-RCP) apontam redução nos casos de hepatite A e diarreia entre 2018 e 2024, doenças diretamente ligadas à qualidade da água consumida.

 Novas comunidades beneficiadas

Manaus mantém um dos maiores ritmos de crescimento urbano entre as capitais brasileiras. Para preservar os índices de universalização do abastecimento, a concessionária lançou neste ano o programa “+Águas”, que concentra esforços para levar água a áreas de expansão da cidade recentemente regularizadas. Até 2029, o programa prevê investimentos próximos a R$ 100 milhões em 30 comunidades, beneficiando mais de 180 mil pessoas com água regular nas torneiras.

Programa +Águas irá beneficiar mais de 180 mil pessoas nos próximos anos

 Para garantir que o acesso ao saneamento básico não seja barrado pelo custo, a concessionária também ampliou sua política de tarifas sociais. Em 2018, cerca de 18 mil famílias eram atendidas. Hoje, mais de 140 mil famílias são beneficiadas pela Tarifa Manauara e pela Tarifa 10, modalidade destinada a famílias em situação de alta vulnerabilidade social, com valor fixo de R$ 10 por mês. Juntas, as iniciativas alcançam aproximadamente 550 mil pessoas, o equivalente a cerca de 20% da população da capital.

Uma das contempladas pelo benefício é a dona de casa Valcimara da Silva. “Nossa renda é limitada, e pagar R$ 10 pela água nos permite economizar e investir em outras necessidades. A gente consegue comprar mais um frango no mês ou trazer melhorias para o bem-estar da família”, relata.

A dona de casa Valcimara da Silva é beneficiada pela Tarifa 10

 O próximo passo: universalizar o esgoto

Com o abastecimento de água universalizado, a Águas de Manaus voltou sua atenção ao próximo grande desafio: o esgotamento sanitário. Para acelerar esse avanço, a concessionária lançou o programa Trata Bem Manaus, que prevê investimentos de aproximadamente R$ 2 bilhões na implantação de cerca de 3 milhões de metros de redes coletoras, além da construção e ampliação de 70 Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs). A meta é universalizar o serviço em menos de dez anos.

Saída do esgoto tratado no igarapé Goiabinha, na Cidade Nova

Nos últimos dois anos, cerca de 300 mil metros de redes de esgoto foram implantados em bairros de todas as zonas da cidade. No final de 2025, a concessionária inaugurou a ETE Raiz, que já opera com capacidade para tratar 230 milhões de litros de esgoto por mês. Hoje, Manaus já trata mais de 63 milhões de litros de esgoto por dia, o que permite devolver o efluente à natureza de forma segura e sem contaminação.  

Estação de Tratamento de Esgoto Raiz – Foto: João Viana (Semcom)

Atualmente a concessionária atua em 60 frentes de obras distribuídas em 16 bairros. Até o fim do ano, aproximadamente 200 km de redes de esgotamento sanitário devem ser implantadas.

Obra de esgoto do programa Trata Bem Manaus

Além disso, a concessionária desenvolveu um modelo inédito para garantir esgoto tratado em áreas de palafitas. A primeira comunidade a receber a estrutura pioneira foi o Beco Nonato, no bairro Cachoeirinha, zona Sul de Manaus. Atualmente, outras quatro comunidades da mesma região já contam com a infraestrutura, e uma nova área, localizada na zona Centro-Oeste da capital, começou a receber novas frentes de obras que irão beneficiar mais de 900 moradores que vivem no local.

 Reconhecimento nacional

O esforço da cidade no setor tem recebido reconhecimento em nível nacional. Segundo o Ranking do Saneamento 2026, elaborado pelo Instituto Trata Brasil, Manaus é a quarta capital do país que mais investe em saneamento básico do país, atrás apenas de São Paulo, Rio de Janeiro e Fortaleza. Entre 2020 e 2024 (período aferido pelo ranking do Saneamento 2026), foram aplicados R$ 1,4 bilhão em saneamento na cidade. Considerando os investimentos realizados neste primeiro semestre de 2026, o montante total já ultrapassa R$ 2,3 bilhões.  

Manaus é a quarta capital que mais investe em saneamento no Brasil

O índice de perdas de água recuou de 74,95% em 2020 para 45,25%, avanço significativo em eficiência operacional. Para os moradores que acompanham essa transformação de perto, os próximos passos chegam com uma certeza: quanto mais avança o saneamento, melhor fica a vida.

Comunidade Lago Azul recebe obras de abastecimento de água que mudará a vida dos moradores: “Vai ter água nas torneiras, no chuveiro”

Postado por [email protected] em 27/abr/2026 -

Mais de quatro mil pessoas serão beneficiadas pela instalação da nova estrutura que prevê mais de 8,2 quilômetros de rede de abastecimento de água.

A comunidade Lago Azul, localizada na zona Norte da cidade, está recebendo importantes investimentos que vão melhorar a qualidade de vida de mais de quatro mil moradores, por meio da implantação de uma estrutura regular de abastecimento de água tratada. A iniciativa faz parte do programa +Águas e inclui a instalação de mais de 8,2 mil metros de rede de distribuição. A previsão é que o sistema entre em operação no segundo semestre deste ano.

Para quem vive na comunidade, a presença de máquinas pesadas e equipes trabalhando nas ruas simboliza um momento de transformação. A dona de casa Luciane Cardoso acompanha de perto o avanço das obras, que chegam junto com a esperança de dias melhores.

“Eu faço questão de acompanhar esses trabalhos porque eles representam a realização de um sonho. Vim para cá para sair do aluguel e, há quatro anos, luto para ter água em casa. No início, eu precisava esticar uma mangueira por 200 metros todos os dias para conseguir água. Hoje, pago para ter abastecimento por algumas horas. A chegada dessa estrutura não traz só água, traz também saúde e dignidade para a gente, que vamos ter até um comprovante de residência”, destaca.

A comunidade Lago Azul integra o cronograma de obras do programa +Águas, que acompanha o crescimento da cidade. Para isso, a concessionária realiza mapeamentos, estudos técnicos e visitas com as equipes da Responsabilidade Social que viabilizam a expansão do sistema para essas áreas. De acordo com o gerente de Projetos da Águas de Manaus, Waldiney Lima, somente neste ano serão implantados mais de 80 quilômetros de novas redes em 16 comunidades, beneficiando mais de 60 mil moradores.

“Levar saneamento a essas comunidades é garantir melhorias reais na vida das pessoas. Com a chegada da água tratada, os moradores passam a ter mais saúde, qualidade de vida e dignidade. A infraestrutura chega em forma de obra, mas o impacto é sentido dentro de cada casa, na rotina de cada família”, ressalta o gerente.

Um dos impactos mais significativos é a mudança na rotina das famílias. A moradora Luciane conta que, ao ver as obras nas ruas, a filha questionou o motivo, já que em casa já havia água. “Ela me perguntou, e eu respondi: ‘Filha, quando essas obras terminarem, vamos ter água todos os dias, a qualquer hora. Vai ter água na torneira, no chuveiro…’. Ela me olhou com uma felicidade tão grande, porque há anos a gente só toma banho de balde. São coisas simples, mas que fazem toda a diferença nas nossas vidas”, relata.

Tecnologia em prol do saneamento

As obras na comunidade Lago Azul fazem parte de um pacote que prevê, ao todo, a implantação de 16 mil metros de rede de abastecimento e contempla cerca de 85 vias.

“Já implantamos oito quilômetros anteriormente. Nesta fase, os trabalhos estão sendo executados por meio do Método Não Destrutivo (MND), uma técnica inovadora e sustentável que permite instalar tubulações subterrâneas sem a necessidade de escavações contínuas. Utilizamos equipamentos de perfuração direcional, que minimizam os impactos no trânsito, otimizam o tempo de execução e reduzem a necessidade de recomposição asfáltica”, explica Waldiney Lima.

Água tratada chega às torneiras da comunidade Canaã e muda a história de moradores: “Agora é vida nova”

Postado por [email protected] em 30/mar/2026 -

Investimento na implantação de 1,5 mil metros de rede de água garante saúde, dignidade e acesso a direitos básicos para mais de 600 pessoas da zona Leste.

A comunidade Canaã, localizada no bairro Jorge Teixeira, zona Leste de Manaus, vive um novo capítulo em sua história. Famílias que, por anos, enfrentaram a escassez e a irregularidade no abastecimento agora contam com água tratada nas torneiras. O avanço é resultado da expansão da rede, que faz parte do acompanhamento contínuo realizado pela Águas de Manaus ao crescimento urbano da capital amazonense, garantindo que novas áreas tenham acesso aos serviços de saneamento básico.

O local recebeu a implantação de 1,5 mil metros de rede de abastecimento de água que já começa a mudar a vida de cerca de 600 pessoas que vivem no local e que, antes da chegada regular, dependiam de um poço comunitário que atendia toda a localidade apenas três vezes por semana. A limitação impactava diretamente a rotina das famílias.

“Desde que cheguei aqui, a dificuldade era a falta de água. O poço que tinha só abastecia a gente três vezes na semana e nem era o dia todo. A gente não conseguia nem lavar roupa direito porque tinha que escolher em que usar a água. Muitas vezes eu tinha que sair do bairro para poder tomar banho, lavar o cabelo. Hoje, a gente já toma banho no nosso chuveiro com água de qualidade, já podemos lavar roupa, lavar louça. Agora ficou bom para a comunidade inteira. Somos muito gratos por essa benfeitoria que estão fazendo por nós”, relata Graciete da Silva, pastora e moradora da comunidade há quatro anos.

A chegada da nova estrutura também trouxe impacto na geração de renda e na dignidade das famílias. Maria Helenani, de 60 anos, vive na comunidade Canaã desde o início da ocupação e trabalha com a produção de marmitas. Para ela, a regularização do abastecimento representa mais do que conforto: significa segurança e cidadania.

“Eu preciso bastante de água porque trabalho com refeição, fazendo marmita, e enfrentava uma grande dificuldade, pois só tinha água um dia sim e um dia não. Hoje eu tenho água na minha torneira todos os dias, na hora que eu quero e preciso. Posso lavar minha roupa, receber meus netos em casa sem preocupação. É a primeira vez que vou ter um comprovante de residência. Até hoje eu precisava ir à delegacia para pegar uma declaração para tirar documento, matricular meus netos. Agora vai melhorar tudo. É uma vida nova!”, afirma.

Dignidade e mais saúde

A chegada da água tratada à comunidade Canaã também representa um novo capítulo na vida dessas famílias, que terão, pela primeira vez, um comprovante de residência. O documento transforma a moradia, antes informal, em um registro oficial que permite acesso a diversos serviços, como programas sociais, serviços bancários e direitos básicos, como a emissão de documentos e a matrícula dos filhos na escola.

“Levar água tratada para a comunidade Canaã é muito mais do que implantar uma rede de abastecimento. É promover saúde, dignidade e inclusão social. Nosso compromisso é acompanhar o crescimento da cidade e garantir que as famílias tenham acesso ao nosso serviço com qualidade. Canaã é a primeira comunidade que entregamos neste ano. Nossa meta é chegar em mais áreas como essa e beneficiar mais de 60 mil pessoas com benefícios que vão além do acesso à água tratada”, destaca o diretor-presidente da Águas de Manaus, Pedro Augusto Freitas.

Além do novo sistema de abastecimento, os moradores da comunidade também receberam uma ação de cidadania com atendimentos médicos, minicurso de bombeiro hidráulico, atendimentos comerciais da concessionária e um espetáculo teatral temático sobre saneamento básico.

Fonte do Saber abre agenda de 2026 para visitas gratuitas voltadas à educação ambiental

Postado por [email protected] em 27/jan/2026 -

Museu interativo oferece experiências educativas sobre o ciclo da água para crianças e já recebeu cerca de 2,5 mil visitantes.

Está aberta a agenda de visitação para o ano de 2026 do museu interativo Fonte do Saber. Voltado à educação ambiental, o projeto apresenta o ciclo da água em um ambiente que simula um laboratório de ciências, com atividades especialmente direcionadas ao público infantil. Escolas e instituições interessadas em conhecer o espaço já podem realizar o agendamento pelo e-mail [email protected]. O acesso à Fonte do Saber é gratuito, e as visitas devem ser solicitadas com, no mínimo, 15 dias de antecedência.

Desde a sua criação, o museu interativo já recebeu cerca de 2,5 mil visitantes. Durante as visitas, as crianças participam de palestras com foco em educação ambiental e de atividades interativas que demonstram como atitudes simples do dia a dia podem contribuir para a conservação do meio ambiente.

De acordo com a gerente de Responsabilidade Social da Águas de Manaus, Simony Dias, o espaço é uma oportunidade para compreender como funciona o saneamento e a importância do uso consciente desses serviços para a preservação da vida no planeta.

“Debater educação ambiental com as crianças é uma das missões mais importantes que temos. É a partir delas que conseguimos sensibilizar também os adultos sobre a importância do uso consciente da água e da utilização correta da rede de esgoto. Tudo isso é apresentado de forma lúdica, facilitando o aprendizado. Estamos abertos a receber escolas, instituições e grupos comunitários para trabalhar esse tema”, destaca a gerente.

Sobre a Fonte do Saber

Localizada na sede da Águas de Manaus, na Avenida André Araújo, nº 1981, bairro Aleixo, a Fonte do Saber é o primeiro museu interativo de ciências de Manaus. O espaço conduz os visitantes por diferentes ambientes, começando por uma apresentação sobre o volume real de água doce existente no planeta e a parcela disponível para consumo humano.

Os grupos também conhecem as diferenças entre as redes de água tratada, esgoto e água pluvial, por meio de equipamentos que reproduzem os processos utilizados no tratamento de efluentes. A visita inclui ainda simulações que ajudam a compreender o consumo de energia nas unidades de tratamento de água e esgoto.

Outro destaque é o diorama com painéis que exploram a arte RGB, evidenciando o papel da população na preservação da vida no planeta. As paisagens apresentadas mostram contrastes da cidade de Manaus com e sem tratamento de esgoto.

Ao final das atividades, as crianças são convidadas a produzir desenhos sobre o que aprenderam durante a visita, reforçando de forma criativa os conceitos abordados.

No Dia da Amazônia, Águas de Manaus destaca avanços no saneamento e reforça compromisso com o meio ambiente

Postado por [email protected] em 05/set/2025 -

Com investimentos que ultrapassam R$ 1,6 bilhão, a empresa amplia a cobertura de esgoto em Manaus e contribui diretamente para a preservação dos igarapés e rios.

A maior floresta tropical do planeta guarda riquezas essenciais para a vida. No Dia da Amazônia, celebrado em 5 de setembro, a importância de preservá-la ganha ainda mais destaque. Em Manaus, o avanço do saneamento se consolida como aliado nessa proteção. Com investimentos robustos, a Águas de Manaus ampliou a infraestrutura de água e esgoto, alcançando resultados expressivos e definindo metas ainda mais ambiciosas para o futuro.

Desde 2018, já foram aplicados mais de R$ 1,6 bilhão em obras de saneamento na capital. Um dos reflexos mais significativos desses investimentos é a universalização do abastecimento de água.

“Estamos falando de uma cidade localizada no coração da Amazônia. Não há como pensar em preservação sem pensar em saneamento. Quando regularizamos o sistema de água, também contribuímos para o uso consciente e responsável desse recurso essencial. O que antes era utilizado sem controle, agora é monitorado e tratado. Nos últimos dois anos, Manaus enfrentou suas maiores estiagens, e os estudos conduzidos por nossos profissionais reforçam a necessidade de cuidar cada vez mais dos nossos corpos hídricos. Nosso compromisso é com o meio ambiente, com a saúde da população e com o futuro da floresta”, afirma Pedro Augusto de Freitas, diretor-presidente da Águas de Manaus.

O ciclo da água e o impacto do esgoto tratado

Na Amazônia, falar de meio ambiente é também falar de água. O ciclo começa na captação dos mananciais, passa pelo tratamento e distribuição para a população, e se completa com a coleta da água utilizada nas residências, seu transporte e tratamento em Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs), antes de ser devolvida à natureza.

Um dos principais avanços nesse processo foi a ampliação da cobertura de esgotamento sanitário, que passou de 19% em 2018 para mais de 35% em 2025. Hoje, mais de 600 mil pessoas já contam com coleta e tratamento de esgoto em Manaus. A infraestrutura da concessionária inclui mais de mil quilômetros de redes coletoras e 150 Estações de Tratamento de Esgoto. “Toda essa estrutura demonstra como Manaus tem avançado em esgotamento sanitário. No entanto, os impactos da nossa operação vão além da infraestrutura: contribuímos diretamente para a despoluição de igarapés e rios que, por décadas, foram utilizados como escoamento de esgoto in natura”, destaca o diretor executivo da concessionária, Renee Chaveiro.

Para quem passou a ter acesso à água e se interliga ao sistema de esgotamento sanitário, essas mudanças são uma realidade. A professora aposentada Yone Araújo é moradora do loteamento Campo Dourado, na Zona Norte da cidade. Neste ano, ela passou a ter acesso ao novo serviço. “Eu usei a fossa durante 29 anos porque era a única opção que eu tinha. A partir da chegada do sistema de esgoto, eu logo me interliguei pois sei os benefícios desse serviço. Agora eu sei que o esgoto vai ser tratado antes de ser devolvido pra natureza. Não vou ter mais os dejetos depositados aqui no fundo da minha casa”, disse.

Engajamento comunitário é fundamental

Quando se trata de saneamento básico, em especial do esgotamento sanitário, a participação da população é fundamental para garantir a eficácia dos serviços. Atualmente, a Águas de Manaus está executando obras de expansão do sistema em todas as zonas da cidade. Esses serviços fazem parte do programa Trata Bem Manaus, que tem como meta a universalização do esgotamento sanitário em menos de 10 anos. Para isso, serão investidos mais de R$ 2 bilhões na cidade.

As obras incluem a instalação de novas redes coletoras e dos Terminais de Inspeção e Limpeza (TILs), que permitem a conexão dos imóveis ao sistema. Essa ligação é essencial para garantir que o esgoto gerado nas residências seja coletado e tratado antes de retornar ao meio ambiente. Além disso, a concessionária está construindo novas estações de tratamento, como a ETE Raiz, que será uma das maiores da região.

“A ampliação da rede de esgoto tem efeito direto na saúde pública e na preservação ambiental. Cada litro de esgoto coletado e tratado representa menos poluição em nossos igarapés. Isso só é possível com a adesão da população ao sistema. Por isso, o engajamento comunitário é tão importante. O saneamento é construído a muitas mãos, e os benefícios são compartilhados por todos. Cuidar da Amazônia também é se sensibilizar para o tema do saneamento básico”, reforça Simony Dias, gerente de Responsabilidade Social da Águas de Manaus.

Educandos: rede de distribuição de água tratada é adaptada em palafitas em período de cheia e beneficia mais de 500 pessoas

Postado por [email protected] em 22/jul/2025 -

Medidas preventivas elevam tubulações e asseguram a qualidade do abastecimento em regiões impactadas pela subida do rio.

Um dos bairros mais antigos e populosos de Manaus, localizado às margens do rio Negro, o Educandos convive historicamente com o desafio das cheias. Com um cenário marcado por ruas estreitas, becos, escadões e muitas palafitas, a comunidade passou a ter acesso à água tratada desde 2020, após um mapeamento realizado pela Águas de Manaus. Desde então, o local é monitorado, sobretudo em época de cheia. Neste ano, a cota chegou a 29 metros – considerada cota de inundação severa – afetando diretamente centenas de pessoas. Para minimizar os impactos que chegam com a subida do rio, a concessionária intensificou algumas ações preventivas no bairro.

A principal medida adotada foi a elevação de aproximadamente 800 metros de tubulações que fazem o abastecimento para as famílias que vivem na região. A suspensão das redes evita o contato direto com as águas do rio e o risco de contaminação, além de facilitar os serviços de manutenção nas áreas alagadas. A ação já beneficia mais de 500 moradores em situação de vulnerabilidade.

Uma dessas pessoas é a dona de casa Ivone Moura. Moradora do Beco Inocêncio, ela conta que já viu o rio subir e descer por 30 anos e que ações como esta trazem conforto neste período difícil.

“No começo, a gente pegava água em cacimba. Depois trouxeram a água encanada, e isso já melhorou bastante a nossa vida. Mas nessas épocas de cheia, tudo fica debaixo d’água, e a gente fica com receio, né? Agradecemos muito por essa atenção com a gente. Esse serviço que estão fazendo é nota 10. Vieram aqui, mudaram os canos, e com isso vamos continuar recebendo água com qualidade nas nossas torneiras. Somos muito agradecidos por tudo isso”, enfatiza a dona de casa.

Atenção às áreas vulneráveis

Desde a chegada à capital amazonense, a Águas de Manaus realiza estudos e mapeamentos de áreas que necessitam de abastecimento de água. Desta forma, comunidades em regiões como rip raps, palafitas e becos passaram a receber o serviço regularizado. Hoje, mais de 99% da população de Manaus tem acesso ao sistema de distribuição de água tratada, ou seja, o serviço está universalizado.

“Levamos o abastecimento regular para essas comunidades e seguimos monitorando, sobretudo em épocas de cheia, para identificar a necessidade da elevação das tubulações. Esta é uma das medidas da concessionária para garantir que a população siga com acesso a água de qualidade frente aos fenômenos causados pelas mudanças climáticas. Seguiremos acompanhando essas áreas com o objetivo de garantir saúde e dignidade para esses moradores que já sofrem tanto nesse período”, ressalta o gerente de Serviços Comerciais, Paulo Ricardo Silva.

Por se tratar de áreas com famílias que vivem em situação de vulnerabilidade, todos são cadastradas na Tarifa Manaus, que concede desconto de 50% no valor da fatura de água e esgoto, ou na Tarifa 10, que fixa em R$ 10 a conta paga pela população. Hoje, mais de 138 mil famílias são beneficiadas pelos dois programas.

“Levar os serviços de saneamento da concessionária também envolve a adequação às condições financeiras dessas famílias, por isso todos são beneficiadas por uma de nossas tarifas sociais. Em muitos desses locais, a chegada da água também foi a chegada de um comprovante de residência e mater esses moradores regularizados é também uma forma de garantir dignidade para essas pessoas”, ressalta o gerente.

Qualidade e saúde

Toda a água distribuída na cidade de Manaus passa por um rigoroso controle de qualidade que atende aos padrões definidos pelo Ministério da Saúde. Por mês, são realizados aproximadamente 30 mil testes de qualidade, que asseguram saúde para os moradores da capital amazonense.

Essas análises verificam a presença de partículas, substâncias ou microrganismos de origem animal que podem transmitir doenças de veiculação hídrica, como diarreia, disenteria, hepatite A e leptospirose, entre outras. No ano passado, foram realizados mais de 340 mil testes a partir de amostras coletadas em 686 pontos espalhados pela cidade.