Arquivo de setembro 23America/Sao_Paulo 2020

Águas de Manaus recebe certificação de saúde e segurança contra a Covid-19

Postado por Aegea Manaus em 23/set/2020 - Sem Comentários

 

 

Empresa concessionária é uma das poucas do Amazonas com o selo Safeguard, da Bureau Veritas, organização internacional que certifica padrões de qualidade

 

 

 

A Águas de Manaus obteve a certificação Safeguard, selo que garante a presença de equipes altamente treinadas em boas práticas de higiene e segurança para o combate à Covid-19. A Bureau Veritas, organização internacional que certifica padrões de qualidade, auditou e aprovou os protocolos de segurança implementados pela empresa em seu dia a dia.

 

Durante uma semana, auditores da Bureau Veritas visitaram as instalações da empresa, verificando a sinalização dos ambientes, orientações sobre higienização pessoal e dos espaços, uso correto de equipamentos de segurança, regras de distanciamento social, treinamento das equipes, planos de controle e de prevenção à doença. A certificação é nova e surgiu como uma demanda social provocada pelo novo coronavírus, para o qual ainda não há vacina e nem tratamento específico. Poucas empresas no Norte do país obtiveram o selo e a Águas de Manaus é uma delas.

 

A sede administrativa da concessionária, no bairro do Aleixo, foi um dos locais que recebeu o selo Safeguard. Na sede, os colaboradores trabalham em sistema de revezamento e home office desde a confirmação dos primeiros casos da doença no Amazonas. A loja central e todos os pontos de atendimento presencial seguem fechados para atendimento ao público. Desde março, a Águas de Manaus atende apenas por meio de seus canais digitais, que foram reforçados.

 

A Bureau Veritas considera quatro prioridades na concessão de selos: condições seguras de trabalho para os colaboradores, a garantia destas condições para clientes e consumidores finais, a conformidade com a legislação local e consistência da aplicação e abordagem da empresa nestes processos.  Os auditores atestaram que a Águas de Manaus atende todas essas exigências e padrões. “O selo Safeguard vem contemplar as boas práticas que a empresa vem desenvolvendo e, com certeza, é um diferencial, por que não são só boas práticas implementadas, mas verificadas por uma certificadora externa que fez confirmou que, de fato, todas essas medidas são funcionais e garantem um ambiente seguro”, explica a coordenadora de EHS da Águas de Manaus, Juliana Bard.

 

Colaboradores tem álcool em gel disponível em todas as unidades da concessionária. Uso de máscaras é obrigatório.

Para o diretor-executivo da Águas de Manaus, Luiz Couto, a certificação reforça os cuidados que a empresa tem tomado com seus colaboradores e clientes desde o início da pandemia. “A saúde é a nossa principal preocupação no momento. Prestamos um serviço essencial e não podemos parar nossas atividades. No entanto, estamos fazendo tudo com o cuidado que o momento exige, sem descumprir as medidas de proteção. Boa parte das nossas equipes ainda trabalham em home office e quem está nas ruas, recebe todos os EPI´s e orientações. Para o público, os atendimentos aos clientes seguem apenas nos canais virtuais. Fizemos até uma campanha de negociação recente, só utilizando os canais digitais. Mesmo sem previsão de normalizar a circulação de pessoas em nossos ambientes ou reabrir a loja, buscamos o selo Safeguard. A certificação é uma prova da efetividade dos esforços da empresa em preservar colaboradores e a população da cidade”, declarou o diretor-executivo.

 

PLANO DE AÇÕES – Desde que o estado de pandemia foi decretado pela Organização Mundial de Saúde (OMS), em 13 de março, a Águas de Manaus criou um comitê interno de combate ao novo coronavírus. Os integrantes dessa equipe orientam todos os funcionários internos e externos sobre o enfrentamento à doença, seguindo o parâmetro recomendado às outras empresas do grupo Aegea nos 12 estados brasileiros onde atua.

 

O saneamento básico, que contempla o abastecimento de água à população e tratamento de esgoto é um serviço essencial, por isso as atividades da empresa não foram totalmente suspensas durante a pandemia. Colaboradores que atuam em atividades externas e operacionais, como leituristas e agentes de saneamento, receberam Equipamentos de Proteção Individual como máscaras e álcool em gel. Além disso, o reforço às boas práticas de higiene passou a fazer parte do cotidiano dos colaboradores da Águas de Manaus.

 

Para os colaboradores que atuam internamente, em funções administrativas, a concessionária adotou o home office, reuniões por videoconferência e o revezamento de equipes nos ambientes de trabalho. Toda a sinalização nos ambientes comuns foi reforçada. O uso de máscara e o distanciamento adequado na empresa são obrigatórios. Os colaboradores dos grupos de risco, como idosos, gestantes e portadores de doenças crônicas tiveram acompanhamento especial.

 

A capacidade máxima de pessoas de acordo com a área de cada ambiente foi limitada. A circulação nos ambientes da empresa também foi restringida, para evitar aglomerações. Todas as pessoas que entram em qualquer dependência da Águas de Manaus, precisam ter a temperatura corporal aferida.

 

ATENDIMENTO VIRTUAL – Desde o dia 19 de março, a Águas de Manaus suspendeu por tempo indeterminado os atendimentos presenciais em seus oito pontos físicos na cidade. A medida segue as recomendações do Ministério da Saúde, para evitar aglomerações de pessoas e conter o avanço do novo coronavírus. Por isso a empresa vem pedindo que os clientes procurem os canais virtuais de atendimento (SAC, Whatsapp e Agência Virtual), que estão sendo reforçados para atender todas as demandas.

 

 

Parte dos colaboradores ainda está em home office. Na sede da empresa, distanciamento entre baias foi adotado para garantir a proteção dos funcionários que precisam atuar presencialmente  

 

 

Novo coronavírus – A Covid-19 é a doença infecciosa e sistêmica causada por um novo tipo de coronavírus identificado pela primeira vez em dezembro de 2019, em Wuhan, na China. Os sintomas mais comuns são febre, cansaço e tosse seca, mas algumas pessoas infectadas não apresentam sintomas. Cerca de 80% dos doentes se recuperam sem precisar de tratamento, mas uma em cada seis pessoas pode ficar gravemente doente e desenvolver dificuldade para respirar. As pessoas idosas e as que têm outras condições de saúde como pressão alta, problemas cardíacos ou diabetes, têm maior probabilidade de desenvolver doenças graves. Para evitar a Covid-19, a OMS recomenda lavar as mãos com água e sabão ou higienizador à base de álcool; manter pelo menos um metro de distância entre qualquer pessoa que esteja tossindo ou espirrando; evitar tocar nos olhos, nariz e boca; ficar em casa se não se sentir bem. Hoje, existem pelo menos dez vacinas em desenvolvimento para imunização da população, mas a perspectiva é que elas levem pelo menos dois anos para chegar ao mercado de maneira segura. Enquanto isso, as autoridades em saúde recomendam o distanciamento social, uso de máscara e boas práticas de higiene para evitar a infecção.

 

Comunidade indígena fundada nos anos 1970 recebe abastecimento de água tratada pela primeira vez

Postado por Aegea Manaus em 20/set/2020 - Sem Comentários

Formada por indígenas do povo Sateré-Mawé, a comunidade Waikiru foi fundada na década de 1970, no bairro Redenção, quando um grupo deixou o município de Maués (a 258 km de Manaus) e migrou para a capital amazonense em busca de tratamento de saúde.

Atualmente, cerca de 75 pessoas moram no local. Quando foi fundada, a Waikiru ficava dentro de uma imensa área verde conhecida como “Parque das Seringueiras”. Um cenário bem diferente do que é encontrado hoje no local. A comunidade urbana dos Sateré na capital fica escondida entre becos, escadarias e residências na região da rua Noberto Von Gal, no limite entre o bairro da Redenção e os Conjuntos Santos Dumont e Hiléia.

Desde a sua criação, a comunidade Waikiru jamais contou com abastecimento de água regular. No início, os moradores ainda utilizavam a água dos igarapés que ficavam na região. No entanto, com o passar dos anos, a área verde foi sendo ocupada de forma desordenada e todas as fontes de água acabaram poluídas. Os moradores da Waikiru passaram, então, a utilizar água através de ligações irregulares, com tubulações que passavam por dentro dos córregos poluídos. Outras opções eram poços comunitários ou uma cacimba, localizada nas proximidades da comunidade. Para acessá-la, os moradores precisavam descer e subir cerca de 60 metros, entre escadas improvisadas e um barranco. As tubulações irregulares ainda comprometiam o abastecimento de ruas vizinhas, que estavam regularmente conectadas à rede da concessionária.

Há aproximadamente um mês, a realidade dos moradores mudou. Após a visita das equipes do programa de atendimento itinerante “Vem com a Gente”, a concessionária Águas de Manaus implantou redes de abastecimento para levar água tratada para a comunidade. Todas as residências receberam hidrômetros e foram cadastradas na tarifa social, benefício que concede 50% de desconto na fatura.

“A gente não gostava de usar a água clandestina, mas era a única opção que tinha disponível. Muitas vezes era uma água amarela, que precisava ferver para poder utilizar. Ou então, tinha que pedir dos vizinhos de outras ruas, ir até um lava-jato que fica aqui perto ou descer e subir até a cacimba no fim da comunidade só para buscar água. Era um sufoco muito grande subir e descer escadas carregando baldes, garrafões e panelas”, relembra a professora Jeane Maria, 34 anos.

Os indígenas da Waikiru ainda receberam orientações sobre o uso consciente da água tratada, para evitar desperdícios. “Foi feita uma reunião com a comunidade para explicar todos os benefícios que a empresa queria implantar aqui. Isso foi de um respeito muito grande pelo nosso povo. Todos compreenderam as melhorias. E hoje, estamos vivendo outra realidade, recebendo água limpa e tratada em casa. Eu e a comunidade somos muito gratos por isso”, disse Jeane Maria.

O centro cultural da comunidade, que fica entre as residências dos Saterés, ainda recebeu pequenas melhorias executadas pelas equipes do VCG, como pintura e um novo piso. No local, além das reuniões e festas dos Sateré, funciona uma escola de educação indígena.

 

A professora Jeane Maria exibe, orgulhosa, seu primeiro comprovante de residência. Comunidade passou a receber água tratada após intervenção da concessionária

 

 

DIGNIDADE – Além da água tratada nas torneiras, a comunidade Waikiru também comemora uma outra novidade em sua rotina. Desde que a comunidade indígena urbana foi criada, obter um comprovante de residência era uma missão complicada para os moradores. Agora, a fatura de água em mãos vai facilitar a vida dos moradores em diversas situações. “Moro na comunidade desde os nove anos e sempre que pediam um comprovante de residência da gente, seja na escola, faculdade ou trabalho, precisávamos emprestar de algum vizinho ou até da igreja ali da rua principal. Agora mesmo, com a pandemia, muita gente da comunidade ficou desempregada e precisou de um comprovante para abrir conta no banco e tentar receber o auxílio emergencial. Sempre era algo complicado. Agora, com a fatura de água, finalmente posso dizer que tenho um endereço, me senti cidadã”, disse a doméstica Leiliane Pereira, 32 anos.

 

PROGRAMA VEM COM A GENTE – Desde que chegou na cidade, em junho de 2018, a Águas de Manaus tem trabalhado na implantação de redes de água tratada em locais que não possuem abastecimento regular, como áreas de palafitas, rip-rap, becos e escadões. Neste período, foram implantados mais de 50 quilômetros de redes de água nos 29 bairros visitados pelo programa “Vem com a Gente”. Atualmente, as equipes da concessionária trabalham em redes de abastecimento no bairro da Redenção, em uma grande área de becos, vielas e escadarias localizadas entre as ruas Noberto Von Gal, Boa Esperança, Mirasselva e Alfredo Valois. Somente nesta região, estão sendo implantados 8 quilômetros de redes de água tratada, beneficiando diretamente 5.600 moradores. Os trabalhos na Redenção iniciaram em julho.

 

ATENDIMENTO – Além das extensões de rede na Redenção, as equipes do Vem com a Gente estão atuando em visitas de casa em casa no bairro Alvorada, também na zona Centro-Oeste da capital. As medidas de distanciamento social e de higienização estão sendo tomadas no atendimento do VCG, bem como em todas as atividades de campo do projeto. “Quando a empresa chega no bairro, implanta novas redes e leva água tratada até os moradores, estamos levando, qualidade de vida dignidade e saúde até a casa destas pessoas. Já atendemos mais de 800 mil pessoas no VCG e temos o planejamento de passar por todas as regiões da cidade”, declarou o gestor do programa Vem com a Gente, Waldyr Vilanova.

 

 

Águas de Manaus adota tecnologias de baixo impacto para obras na cidade

Postado por Aegea Manaus em 03/set/2020 - Sem Comentários

 

 

Equipamentos permitem uma atuação mais precisa das equipes de obras e serviços da concessionária diminuindo o impacto na vida da população

Para minimizar o impacto de intervenções na rede de abastecimento de água tratada nas ruas da cidade de Manaus, a empresa Águas de Manaus vem adotando tecnologias de baixo impacto. A iniciativa se traduz na adoção de equipamentos de alta precisão que reduzem os transtornos causados por obras nas ruas, causando menos alterações no cotidiano da população. “Assim, as manutenções em tubulações acontecem de maneira mais ágil e pontual. Além disso, o impacto no cotidiano da população é mínimo”, explica o gerente de serviços da empresa, Marcos Antunes.

Uma dessas tecnologias é o equipamento valetadeira, que já é usado pela empresa desde maio de 2019 em obras em locais mais estreitos e com limitação de espaço como em becos e calçadas.

“A valetadeira é um dos equipamentos de maior precisão disponíveis no mercado. Sem contar que é bastante versátil: pode ser usada em uma calçada ou em rua estreita, o desempenho é o mesmo”, explica Marcos. “Mas a maior vantagem é fazer escavações menores, mas com a mesma eficiência”, avalia ele.

Todos os meses, as equipes de obras e serviços da Águas de Manaus realizam pelo menos mil serviços que envolvem, principalmente, vazamentos imprevistos na rede de abastecimento. Quando isso acontece, a empresa precisa agir com rapidez para diminuir perdas de água tratada e o impacto no cotidiano da população, que pode ficar sem água nas torneiras enquanto as obras são executadas. Os vazamentos podem ocorrer por diversas razões e, como todo imprevisto, não escolhem data e nem local.

Vazamentos invisíveis – Outros dois equipamentos de precisão usado pela Águas de Manaus são o geofone e o georadar, que possuem um sofisticado sistema de detecção de sons e localizam vazamentos não visíveis em baixo do asfalto e do concreto de calçadas. É com eles que funcionários da empresa caminham pelas ruas usando um fone de ouvido para, literalmente, ouvir os vazamentos.

“O geofone é como se fosse um estetoscópio, pois possui um filtro de ruído que nos possibilita identificar, de forma não destrutiva, possíveis vazamentos na rede de abastecimento abaixo do solo. Quando apontamos ele para o chão, localizamos logo o posicionamento da rede de água. Assim, para identificar um vazamento, não precisamos ficar fazendo várias escavações. Agimos de forma precisa e objetiva”, diz Guilherme Giacometti. O geofone tem o formato de um rodo, com uma espécie de bandeja acoplada a um cabo, e é muito usado para averiguar reclamações recorrentes de falta d’água sem causa aparente.

 

 

Com o geofone, equipes de manutenção da empresa conseguem “ouvir” os vazamentos não visíveis

 

O georadar, por sua vez, é como se fosse um carrinho empurrado por um cabo, que mapeia redes de água tratada e esgoto, e também é usado para detectar vazamentos e obstruções. “Ele é movido rente ao chão e emite ondas eletromagnéticas que percorrem meio de diferentes materiais, como o concreto, e localiza as tubulações. É uma ferramenta prática da qual dispomos”, explica Ary Laydner, gerente do setor de Engenharia da concessionária. “Mas o mais interessante do georadar é que, à medida que ele vai sendo deslocado pela superfície, vai mapeando a área percorrida e, no final, gera a imagem de um mapa exatamente onde a rede de água ou esgoto está enterrada”, revela Ary.

A empresa usa ainda, uma perfuradora elétrica, usada de forma pontual na manutenção de vazamentos em tubulações de água tratada, seja uma adutora ou uma rede de menor porte, sem a interrupção do abastecimento de água. “Esse equipamento se acopla à tubulação e permite realizar furos com a rede em carga, ou seja, sem interromper o abastecimento, facilitando nosso trabalho e, o que é melhor, sem impactar a vida da população”, conta o gerente de serviços da Águas de Manaus, Marcos Antunes.

 

 

 

Georadar facilita a itentificação de vazamentos e obstruções nas redes de água e esgoto

 

As quatro máquinas auxiliam no combate às perdas de água tratada através de vazamentos nas tubulações espalhadas pelos bairros da cidade. Além disso, evitam, por exemplo, que as obras exijam uma escavação de grande abrangência no asfalto, que possa impactar o trânsito e exigir mais tempo de trabalhos e recuperação da área.

Mais de mil serviços por mês – A Águas de Manaus realiza, em média, mais 1,3 mil serviços na cidade por mês. São demandas que chegam por meio dos canais de relacionamento, como a agência virtual, telefone e Whatsapp, e pelo programa Afluentes, através de líderes comunitários. A maioria delas é relacionada a abastecimento de água e coleta e tratamento de esgoto em todos os bairros da capital. As equipes da concessionária se dividem em três turnos durante as 24 horas do dia. Somente em 2019 foram realizados um total de 53.113 serviços, de acordo com levantamento da Gerência de Serviços.