Postado por [email protected] em 21/set/2026 -
Mutirão em alusão ao Dia Mundial da Limpeza reuniu voluntários e moradores da Redenção com atividades de limpeza, educação ambiental e lançamento do programa De Olho no Óleo.
Primeiro beco de rip-rap de Manaus a receber sistema de esgotamento sanitário, o Beco São Vicente, na comunidade da Redenção, zona Oeste da capital, recebeu neste sábado (19) uma ação de educação ambiental em alusão ao Dia Mundial da Limpeza. A programação incluiu limpeza do igarapé, distribuição de mudas, roda de conversa e orientações sobre o programa De Olho no Óleo, da Águas de Manaus, que incentiva a destinação correta do óleo de cozinha usado.
A iniciativa foi realizada pela concessionária em parceria com a Prefeitura de Manaus, por meio da Secretaria Municipal de Limpeza Urbana (Semulsp) e da Secretaria Municipal de Meio Ambiente, Sustentabilidade e Mudança do Clima (Semmas), além do Projeto Rip Art Reusa. As atividades reuniram voluntários e moradores em uma mobilização voltada à preservação ambiental e à conscientização sobre saneamento básico.

Durante a programação, também foram realizadas ações porta a porta para orientar os moradores sobre o uso correto do sistema de esgotamento sanitário e a importância da adesão ao serviço.
“Essa ação reforça que saneamento também é dignidade e qualidade de vida. Estar próximo dos moradores, ouvir suas demandas e orientar sobre o uso correto do sistema é fundamental para que os benefícios do serviço sejam percebidos no dia a dia da comunidade. Queremos construir essa relação de parceria com os moradores, porque cuidar do saneamento e do meio ambiente é um compromisso que precisa ser compartilhado”, explicou Simony Dias, gerente de Responsabilidade Social da Águas de Manaus.
A ação contou com a participação da equipe de Educação Ambiental da Semmas, que contribuiu com a doação de mudas. “Ações como estas, que integram o poder público, a iniciativa privada e a comunidade, são de extrema importância para que a gente consiga atingir os objetivos na agenda ambiental. É importante que cada vez mais comunidades e empresas se aliem ao poder público para que a gente consiga alcançar melhores resultados na gestão ambiental da nossa cidade”, ressaltou Deyvson Braga, diretor do Departamento de Arborização e Sustentabilidade da Semmas.

Melhorias
Moradora do Beco São Vicente, Cristina da Silva comemorou a realização do mutirão e destacou a importância das ações desenvolvidas em parceria com a comunidade. “Eu me sinto muito feliz de ver todo esse movimento aqui. Quem ganha com essas ações é a comunidade. Estou muito feliz com a chegada do sistema de esgoto à comunidade e com essa atenção que os moradores estão recebendo”, afirmou.
A chegada do sistema de esgotamento sanitário ao Beco São Vicente representa um avanço para a qualidade de vida dos moradores da comunidade da Redenção. Mais de 600 pessoas são beneficiadas pela obra, que conta com a implantação de mais de 1,2 quilômetro de rede coletora e uma estação elevatória responsável por encaminhar o esgoto até a Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Parque Mosaico.
A iniciativa integra o programa Trata Bem Manaus e representa um marco na ampliação do saneamento em áreas de rip-rap, que apresentam desafios específicos para a implantação de infraestrutura. Além de contribuir para a redução do lançamento de esgoto sem tratamento no meio ambiente, o serviço busca promover mais dignidade e melhores condições de vida para a população, reforçando a importância da participação dos moradores na utilização adequada do sistema.
Cristina também relatou mudanças percebidas desde a implantação do sistema de esgotamento sanitário. “Desde o primeiro dia em que foram colocadas as tubulações, diretamente da descarga das casas para a rua, a diferença é muito grande. A primeira coisa que percebemos foi que o mau cheiro diminuiu. Ainda não está totalmente limpo, mas já melhorou muito. A questão dos insetos e ratos também mudou, porque antes tinha muito e hoje diminuiu”, contou.
Postado por [email protected] em 08/jun/2026 -
Área cortada pelo igarapé do Gigante terá acesso a sistema de esgoto: “Realização de sonho”, diz moradora.
Cortado pelo igarapé do Gigante, o beco São Vicente, na Zona Centro-Oeste, apontará o caminho para a recuperação desse que é um dos corpos hídricos mais conhecidos de Manaus e também um dos que mais sofrem com os impactos do crescimento acelerado da cidade. Em maio, a região se tornou a primeira área de rip-rap a receber obras de implantação de redes de esgotamento sanitário. Até o fim do ano, os mais de 600 moradores do local terão acesso à coleta e ao tratamento de esgoto, em um trabalho que reforça a relação direta entre saneamento básico e preservação dos igarapés que são a cara de Manaus.
As equipes da Águas de Manaus atuam na implantação de mais de 1,2 quilômetro de rede coletora e uma elevatória que transportará os efluentes para a Estação de Tratamento de Esgoto Parque Mosaico. O trabalho teve início com estudos topográficos e de mapeamento da região. A intervenção ocorre em uma área conhecida em Manaus como “rip-rap”, que é o nome dado às estruturas de contenção construídas nas margens dos igarapés para reduzir processos de erosão. Na capital amazonense, o termo também identifica as comunidades formadas ao redor dessas áreas, geralmente marcadas por relevo acidentado, becos estreitos e desafios de acesso à infraestrutura urbana.

Em razão das particularidades urbanísticas e geográficas de Manaus, cada projeto desenvolvido pela concessionária exige soluções específicas para cada localidade. Para garantir a sustentação da nova tubulação instalada pelas equipes da Águas de Manaus, foi desenvolvida uma estrutura metálica para ancoragem dos tubos, evitando deslocamentos durante os períodos de chuva, por exemplo.
“Levar o sistema de esgotamento sanitário para áreas de rip rap é um desafio técnico que exige soluções específicas para cada realidade. Por isso, cada projeto passa por um planejamento detalhado, que considera as características do terreno, o padrão de ocupação e as condições de acesso. Isso cria as condições necessárias para a melhoria da qualidade de vida da população e para a recuperação dos igarapés, que são parte da identidade de Manaus”, destaca o gerente de Projetos da concessionária, Waldiney Lima.
Transformação que teve início com a chegada da água tratada
Para quem vive no beco, a busca por uma comunidade mais sustentável faz parte da rotina. No local, o Projeto de Restauração Ecológica e Urbanização Sustentável na Amazônia (Reusa) promove ações de conscientização ambiental e capacitação de empreendedores, fortalecendo o vínculo dos moradores com a preservação do local. Entre eles está a artesã Cristina da Silva, de 63 anos, que mora na comunidade há mais de 15 anos e acompanha de perto as transformações da região.
Ela conta que a chegada do sistema de abastecimento de água, em 2019, já trouxe melhorias significativas para a qualidade de vida da população, especialmente na saúde. Agora, a expectativa é que o esgotamento sanitário represente mais um passo na recuperação do igarapé e na construção de um ambiente mais saudável para as futuras gerações.
“Hoje a gente sente diferença na qualidade da água, na higiene da casa, no cuidado com os alimentos e até na saúde da comunidade. A chegada do esgoto é a realização de um sonho antigo de quem mora aqui. Isso vai trazer mais dignidade, melhorar o ambiente, acabar com problemas de odor e valorizar ainda mais o nosso lugar. A gente quer que nossos filhos e netos encontrem um igarapé mais cuidado, mais limpo e uma comunidade melhor para viver. Estou muito feliz em ver esse progresso chegando aqui”, afirma.

Sobre o Trata Bem Manaus
O trabalho no Beco São Vicente integra o Trata Bem Manaus. O programa de expansão dos serviços de coleta e tratamento de esgoto na capital amazonense prevê investimentos de aproximadamente R$ 2 bilhões na implantação de cerca de 3 milhões de metros de redes coletoras, além da construção e ampliação de 70 Estações de Tratamento de Esgoto (ETEs). A meta é universalizar o serviço em menos de dez anos.
Dois anos após o lançamento do Trata Bem Manaus, a capital amazonense vive as mudanças positivas da chegada do sistema de esgotamento sanitário. Quando se fala em uma cidade no coração da Amazônia, o acesso ao saneamento sem deixar ninguém para trás é o caminho para um meio ambiente mais protegido, com igarapés recuperados.